Na cidade de Hamburgo, na Alemanha, uma igreja luterana resolveu inovar na abordagem litúrgica ao realizar um culto com decoração inspirada no universo de Harry Potter. A proposta da Igreja da Ressurreição foi oferecer uma experiência temática com o objetivo de alcançar novos públicos e reaproximar pessoas da fé cristã.
A celebração reuniu aproximadamente 160 pessoas, que participaram da cerimônia sentadas em grandes mesas coletivas. O ambiente foi transformado para remeter ao icônico Salão Principal do castelo de Hogwarts, cenário central da saga criada por J.K. Rowling. Detalhes como velas suspensas no teto, chapéus pontudos, vassouras e até corujas fizeram parte da ambientação que encantou os presentes.
A iniciativa faz parte de um esforço da congregação para conectar elementos da cultura pop com mensagens espirituais, buscando dialogar especialmente com o público jovem e com aqueles que, por diferentes motivos, se afastaram da vivência religiosa tradicional.
Embora a proposta tenha gerado curiosidade e engajamento nas redes sociais, movimentos semelhantes em outras partes do mundo costumam dividir opiniões. Parte do público religioso vê esse tipo de ação como uma ponte criativa para evangelizar, enquanto outros argumentam que temas ligados à fantasia e à feitiçaria não combinam com o ambiente e os valores cristãos.
Apesar disso, os organizadores defendem que a proposta não substitui a mensagem central do evangelho, mas serve como ponto de partida para diálogos mais profundos sobre fé, pertencimento e espiritualidade no mundo atual.
Uma pesquisa de 2023 da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) revelou que mais da metade da população alemã se considera secular ou desinteressada em religião.
O estudo, realizado decenalmente desde 1972, incluiu pela primeira vez uma amostra representativa de mais de 5 mil alemães, abrangendo católicos, protestantes, adeptos de outras religiões e pessoas sem filiação religiosa.
Os resultados indicam uma diminuição generalizada dos laços religiosos, não apenas entre os cristãos. Concretamente, 56% dos entrevistados se declararam seculares ou desinteressados em religião, enquanto apenas 13% afirmaram ser profundamente religiosos e participar ativamente de serviços religiosos. A EKD alerta para a necessidade de reformas em suas instituições diante desse cenário.
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